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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Oxalá

Filme de Carlos Pronzato é exibido na Quilombaque

Na última sexta-feira (05/11), o argentino Carlos Pronzato, que vive no Brasil há mais de 20 anos, visitou o Ponto de Cultura Quilombaque para apresentar seu filme "Até Oxalá Vai a Guerra", e participou de um debate sobre a intolerância religiosa na Bahia em relação aos templos de candomblé e também sobre outras questões que envolvem o preconceito racial no país. O Teatro Parabelo contribuiu com a discussão apresentando a proposta do espetáculo "Post Mucamba", convidando a todos para expressarem suas ideias no meio da roda, por meio de rabiscos, escritos e colagens.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carlos Pronzato

Diretor exibe Até Oxalá Vai a Guerra na Quilombaque


O poeta e cineasta argentino Carlos Pronzato participa da exibição do filme "Até Oxalá vai a guerra", nesta sexta-feira (05/11), às 19h, no Ponto de Cultura Quilombaque. Após a exibição do documentário - que fala sobre a intolerância religiosa na Bahia -, o diretor conversa com o público e abre uma roda de poesias. Confira a sinopse do filme e venha assistir!

As ações violentas executadas pela Prefeitura de Salvador através da demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto conduzido por Mãe Rosa da Avenida Jorge Amado, surpreenderam negativamente por configurar um ato de intolerância religiosa. Salvador, a capital da Bahia, é uma das cidades que tem o maior número de templos religiosos de todo o mundo, incluindo igrejas católicas e evangélicas, centros espíritas, casas de umbanda e terreiros de candomblé. É também a cidade que possui a maioria dos seus habitantes negros, mas onde o racismo em sua diversidade e sutileza acaba tendo ações devastadoras. Da educação e moradia, até o emprego e religiosidade sem esquecer o genocídio da população negra. O estado tem uma função fundamental na manutenção de tudo isto. Se o Brasil é o país mais aberto do mundo a todas as religiões e crenças, Salvador é a expressão máxima desta qualidade principalmente pela forte influência e presença das tradições oriundas da África. Nada justifica nos dias atuais ações como esta que causaram danos muito sérios a toda uma construção espiritual de muitos anos e que tiveram então a resposta enérgica e necessária do povo de candomblé. Oxalá vai a Guerra, e todo o Povo de Axé também, sempre que for necessário!

Informações: (11) 3915-7539