quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Programação - Novembro

Crédito: acaoeducativa.org.br/agendadaperiferia

- Marcha Contra os Pedágios, com intervenções culturais da Quilombaque e grupo Pandora de teatro.
Dia 07/11, às 9h, no Km 22,5 da Rodovia Anhanguera.

- Phone Disco, discotecagens com sonoridade anos 70 e 80 (grupo de DJs Phone Raps)
Dia 14/11, às 19h. Comunidade Cultural Quilombaque (Travessa Cambaratiba, número 05, paralela à estação de trem Perus e próxima à Praça Inácio Dias). obs.: prorrogado para o dia 28/11, às 19h.

- Homenagem a Carlos Assumpção (foto)
Dia 20/11, às 16h - Biblioteca do Centro Cultural da Juventude (Av.Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha). Grande nome da poesia negra brasileira, o escritor participa deste encontro organizado em sua homenagem pelo Coletivo Cultural Poesia na Brasa e o Projeto Espremedor. Apoio: Elo da Corrente, Comunidade Cultural Quilombaque, CICAS e Sarau da Ademar. 100 vagas. Grupo Refúgio (tambores) vai fazer uma intervenção.

- Palestra Consciência Negra.
Dia 21/11, às 16h. Comunidade Cultural Quilombaque (Travessa Cambaratiba, número 05, paralela à estação de trem Perus e próxima à Praça Inácio Dias).

- CineQuilombo, com o filme "Zumbi somos nós"
Dia 28/11, às 19h30. Praça Inácio Dias, em frente à estação de trem Perus CPTM.

MOVA
Inscrições abertas pelo e-mail quilombaque@gmail.com ou em nossa sede - Travessa Cambaratiba, portão 05, paralela à estação de trem Perus.

Cursos e oficinas:

Libras - toda quarta-feira, das 19h às 21h. Mensalidade: R$ 10,00 e 1kg de alimento não-perecível ou 1 produto de limpeza (manutenção do espaço) no ato da inscrição.

Percussão - sábados, das 17h às 20h.

Capoeira - terças e quintas, das 20h às 22h.

Teatro - terças e quintas, das 18h30 às 20h30.

Tricô, crochê e vagonite - segundas e quintas, das 14h às 17h.

Oficinas Ambientais (forro de telhado com caixinhas de leite, janelas com pet, tinta natural, jardim com pneus, etc) - Todos os sábados, a partir das 10h.

domingo, 1 de novembro de 2009

NÃO aos pedágios!

Marcha na Rod. Anhanguera protesta contra abuso

No próximo sábado (07/11), a Comunidade Cultural Quilombaque se junta aos movimentos e grupos sociais de Perus e Anhanguera para uma luta importante: a Marcha contra os Pedágios, Pelo Direito de Ir e Vir. A partir das 9h, próximo ao CEU Anhanguera, na Rodovia Anhanguera, todos vão se reunir e marchar em direção ao pedágio do km 26, que fica antes do bairro Chácara Maria Trindade. A manifestação é contra todos os pedágios irregulares que cercam Perus e região pelo rodoanel e Anhanguera.

Venha lutar conosco contra este abuso!
A Quilombaque e o Grupo Pandora preparam uma intervenção artística para a ocasião. Confira o cartaz e ajude a divulgar!


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Refúgio em Mogi das Cruzes

Bloco de percussão agita convenção de Turismo

O bloco de percussão Refúgio marcou presença na Convenção de Turismo dos alunos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), no último domingo (25/10), em Mogi das Cruzes. Fechando as palestras e debates, o grupo colocou todo mundo pra dançar ao som do samba-reggae, baião, funk e maracatu. O tempo estava nublado, mas o calor do Refúgio contagiou a todos. Confira algumas fotos da apresentação no sítio Terra do Saber:

Para conferir mais fotos, clique aqui e acesse nosso álbum no Orkut.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Lixo Arte

Festival faz reciclagem do olhar no Morro Doce

Crédito cartaz: Nast/Divulgação

O protagonismo juvenil e a efervescência cultural na periferia são elementos já bem conhecidos por quem está vivendo essa revolução por meio da cultura e da arte diariamente. E é isso que o grupo Lixo Arte está promovendo no Morro Doce, região carente da zona noroeste de Sampa. Carente de escolas, de infra-estrutura e de equipamentos públicos diversos, mas não de ideias, inteligência e pessoas empenhadas e comprometidas com a mudança local.

O 1º Festival Cultural Lixo Arte, que aconteceu durante todo o dia do último domingo (18/10), é um exemplo disso. Reciclando o olhar e ajudando a transformar um bairro, os líderes do projeto, selecionado pelo segundo ano consecutivo pelo VAI, chamaram grupos musicais, de dança, grafiteiros e a população para curtir uma festa bem ensolarada. O palco foi a EMEF Marili Dias, que fica na Vila dos Palmares, onde o Lixo Arte desenvolve atividades e oficinas.

Entre as atrações destacaram-se os grupos Refúgio (percussão da Comunidade Cultural Quilombaque), DJs Phone Raps, Gueto Sem Luz, Dançarinas da Luz, S.A.C.I, grupos de hip-hop e muito mais. O festival começou por volta das 10h e se estendeu até as 21h. Força e coragem para a galera do Lixo Arte! A batalha é árdua, mas a união nos fará cada vez mais vencedores.

Sobre o Lixo Arte

O Projeto Lixo Arte realiza cursos que promovem a conscientização social, cultural e ecólogica das pessoas, difundindo a cultura de forma geral, abrangendo a arte de rua, artes plásticas, dança de rua e saídas culturais. Desta forma, busca-se a sensibilização da comunidade para problemas existentes em relação à ecologia, meio ambiente e lixo em locais impróprios. Além de proporcionar intercâmbios culturais entre os bairros vizinhos, o grupo estabeleceu articulações com outras comunidades da zona oeste e também de outras regiões da capital, buscando fortificar mais pontos de cultura no extremo oeste paulista, com foco no Morro Doce.

Clique aqui para acessar o perfil do Lixo Arte no Orkut.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sorriso de criança

Quilombaque fez a festa na Cohab de Perus


Como já virou tradição, a Comunidade Cultural Quilombaque não deixou passar em branco o Dia das Crianças. Em parceria com a Associação de Moradores da Cohab Perus, desta vez a festa aconteceu com os prédios da Cohab, em Perus, como cenário de fundo, e as dezenas de crianças como protagonistas da alegria. Foram dois dias - domingo e segunda (11 e 12/10) - de muitos sorrisos estampados nos rostos infantis, que estavam por todos os lados.

No domingo subiram ao palco - guinchado dias antes da sede da Quilombaque até a Cohab - As Chiquitas, formado por crianças do próprio lugar, o grupo Pandora com a peça A Revolta dos Perus (que teve grande interação com o público), e ainda cinema de graça para toda a criançada, com o filme infantil Deu a Louca na Branca de Neve.

Já na segunda-feira, feriado de Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, a chuva tentou atrapalhar um pouco, mas logo se rendeu às traquinagens e brincadeiras infantis. Além da distribuição de brinquedos, as crianças se divertiram com as palhaçadas da Trupe Liudes (foto acima - Neneco, Torradinho, Candango e Puguinha), com o batuque do grupo Refúgio - teve até pedidos de bis para o funk -, as rimas certeiras do Cartel Central - que encampou o tema do evento, contra a pedofilia -, e ainda a dupla sertaneja Ari e Arizona.

Sem dúvida nenhuma, a Comunidade Cultural Quilombaque continuará animando a vida de muitas crianças, não só em um ou dois dias específicos, mas durante todo o ano.

sábado, 10 de outubro de 2009

Percussão no IFSP

Refúgio animou festa no Instituto Federal SP

Para fechar em grande estilo a semana de comemorações dos 100 anos do Instituto Federal São Paulo (antigo CEFET - SP), no dia 25/09 último, o grupo de percussão Refúgio se apresentou e animou a galera da faculdade, que fica no Canindé, zona norte da capital paulista. Para conferir toda a animação é só entrar na página de vídeos do IFSP e assistir aos oito vídeos disponíveis. Clique aqui para acessar.

Abaixo, confira um dos vídeos:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hip Hop na origem

Na rua: evento em Perus valoriza a cultura hip hop



O hip hop está em festa. E na rua, onde surgiu e se sente mais à vontade, perto do povo da quebrada. O evento NA RUA! HIP HOP EM FESTA, realizado pela Comunidade Cultural Quilombaque, Phone Raps e NAAÇÃO no último sábado (03/10), em Perus, sintetizou a força da periferia e mostrou que a cultura hip hop ainda pode ser uma alavanca para o poder criativo de um povo forte e comprometido com a evolução das mentes e ações humanas.

Marcada para iniciar às 14h, a festa só começou perto das 18h, quando a energia foi restabelecida no bairro. Com 18 grupos escalados para tocar, o público começou a chegar de vários lugares da cidade e encheu a Travessa Cambaratiba, transformada em um belo cenário de comunhão artística. A TV de Franco também estava presente e registrou todo o evento, além de entrevistar os líderes dos grupos organizadores (confira entrevista acima com VL, do Cartel Central e do Grupo NAAÇÃO) e fazer os bastidores com os MC's, grafiteiros e DJs que participaram da festa.

A exposição de quadros pintados pelos artistas Dinas, Fofão e Ricardo Nots foi montada no muro do lado esquerdo do palco, enquanto os grafiteiros Bonga, Derf e Guetus mandaram ver nas cores e traçados primorosos em seus graffitis no outro muro. Os DJs Xerxes, Padaria Men e Pow - da Phone Raps -, além dos DJs Hadji, M.F. e André foram os responsáveis pelo set list do evento.

Livros e artes

Além das barracas de comes e bebes - cujo dinheiro arrecadado será destinado à manutenção do espaço para os cursos, oficinas e eventos -, outros grupos foram convidados a mostrar o seu trabalho, como o Lixo Arte, do Morro Doce, que montou oficina de xilogravura em um dos stands; a galera do Quilombhoje, com livros diversos sobre a cultura negra; o grupo É de Lei, que trouxe campanha educativa sobre sexualidade, com distribuição de camisinhas e informativos, além de venda de CDs e DVDs de rap a preços populares.

Por volta da meia-noite, a chuva não perdoou e desabou dos céus peruenses, encerrando os shows, mas não a certeza de que outros eventos transformadores como esse virão e que o hip hop na zona noroeste de Sampa ainda vai dar muito o que falar.

Entrevista Central Hip-Hop

Antes da festa na rua, a jornalista Ana Ju, do site Central Hip-Hop, antigo Bocada Forte, entrou em contato com a Comunidade Cultural Quilombaque para saber como funciona o protagonismo juvenil em Perus e região. A entrevista com Clébio e Cleiton Ferreira (Dedê e Fofão) está na reportagem Protagonismo juvenil: o hip-hop na linha de frente.

"Agora é o momento de unir novamente o movimento, os grupos, os MCs, os grafiteiros e tudo o mais, pois não dá mais para ficar cada um na sua, fazendo o corre individualmente. A nossa experiência aqui na Quilombaque é de comunidade, não de isolamento. E é isso que queremos valorizar cada vez mais, não só no Hip-Hop, mas nas outras artes também", diz Fofão.